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domingo, 15 de maio de 2011

Sinto-me tão vazia e só sem você aqui para falar no meu ouvido coisas bonitas que me acostumei a ouvir ao longo desses anos que passaram despercebidos pelo nosso nariz... Às vezes sonho que você está aqui, alisando meus cabelos, beijando minha testa e dizendo que amanhã será um dia lindo de outono. E ai você está dormindo no mais tranquilo sono, longe de todo meu coração que sofre essa dor lentamente todas as semanas. De repente vejo um vulto na rua e meu coração dispara, podia ser você. Sento do lado de alguém no ônibus e me pergunto se quando olhar para o lado pode ser você aparecendo repentinamente aqui, onde estou. Você nunca aparece, mas é como se me vigiasse o tempo todo, fizesse careta quando deixo de comer ou soltasse uma risada quando eu falo algo divertido. Quase consigo ouvir sua voz chamando meu nome enquanto ando pela chuva molhando sempre meus pés. E quando volto para casa sempre espero a surpresa de te ver deitado na minha cama dizendo que estava esperando por mim e que demorei demais. Quando ouço essas músicas, sua voz saindo desses fones, parece que vou explodir e morrer. É isso que você me faz, me deixa assim. E choro o dia inteiro tentando negar toda essa realidade e pensar que você não está aqui, está longe e com o coração gelado sem pensar em mim na intensidade que penso em ti. Tento negar para esse sentimento teimoso tantas e tantas coisas sem saber ao certo no que acreditar. Não sei o que é, eu sei que dói.

terça-feira, 22 de março de 2011

Depois de um tempo a gente cansa. A gente cansa desse sentimento que nos limita, que nos prende. Que faz de nós não somados, mas divididos. Que toma nosso tempo e nosso sorriso. Que deixa qualquer dia ensolarado triste. Que me tira lágrimas. Sentimento esse que não deveria existir, e se eu pudesse o eliminaria do meu corpo.


É da saudade que estou falando

domingo, 23 de janeiro de 2011

Eu quis te bater, quis te dar um soco no meio da cara, quis te jogar no chão. Eu quis dizer o quanto você consegue quebrar meu coração em pedacinhos, o quanto você rouba meu impulso vital só para você quando está longe, quis te jogar na cara o quanto eu preciso de você e você não precisa de mim. Eu quis fazer tudo isso, mas só pude te beijar e dizer que sentirei saudades.

sábado, 23 de outubro de 2010

Sobre a saudade


Triste é dormir com os olhos cheios de lágrima. Ter tanta coisa para
falar. Tanto para pedir. E vacilar na hora do encontro. Não conseguir expressar o que sente. Solidão é
implorar carinho para o ar. Passar os dedos nos cabelos e consolar a si
mesmo. Ele virá. Decepcionante é ansiedade que vira despedida. Todos os dias. Agonizar é ter que viver tudo várias vezes. Ansiar a felicidade chegar. Até a hora esperada. Que de hora não tem nada, vira momento e se vai…