Mostrando postagens com marcador passado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador passado. Mostrar todas as postagens

sábado, 7 de maio de 2011

Senti uma dor, uma dor aqui dentro, uma dorzinha funda que se eu contasse ninguém iria entender. Dor de coisa que passou e não volta. Dor daquilo que morreu e não tem cura. Dor no que eu me transformei e não vou mudar. Dói lembrar daquelas tardes que não acabavam nunca e eram muito boas ao mesmo tempo. Da entrega e do sorriso sincero. Dói lembrar que o tempo carrega o brilho do nosso olhar com ele. E agora dói - mais que tudo - esse vazio que me resta.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Tenho medo de sonhar. Medo de sentir saudades. Medo de lembrar o que passou e admitir o que perdi. Ainda me pergunto o quanto de mim essa perda me custou. O quanto de mim ficou para trás e o pouco que sobrou, quanto cresceu? Minha existência toda virou um só motivo. Vingança. Bonita, até. Quero fazer pessoas felizes pelo tanto que fui infeliz. Quero trazer sorrisos e recuperar esperanças. Quero salvar. Sei que você está ai, andando pelas nuvens me perguntando quando eu vou chegar. E minha partida significará o nosso reencontro. É minha única felicidade diante dela. Enquanto isso vou amando por aqui, sorrindo com quem eu tenho hoje. E dando um valor que não posso medir. Porque inteira eu nunca mais serei.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Uma história de tantos anos, história de quem não tem mais histórias para contar. História para lembrar no meio da noite e chorar. História que não sai da cabeça quando se ouve uma música de saudade. Sou assim, cheia de saudade. Saudade de coisas que não fiz, quantos sonhos eu só sonhei. Quantas vezes acordei de manhã pensando no ontem que nunca existiu e que eu queria que tivesse existido. Agora que o tempo passou e tudo se perdeu me sinto mais vulnerável em pensar no meu intímo. Aquele que eu guardo sob todas as chaves e ninguém nunca vai saber. Aquilo que por direito é meu e posso esconder. Como eu queria ter lembranças reais e não essa falta do que pensar.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Você não é meu, você é da sua vida assim como eu sou da minha vida, mas finjo que sou sua. A verdade é que essa minha imaginação sem limites que a gente é um só não passa de sonho. Você tem que fazer suas coisas e eu tenho que fazer as minhas. Você carrega um passado que eu penso todos os dias, nas faces que você tocou, nos lábios que beijou. Não eram meus. E nem eu nem você podemos fazer nada para impedir. Também não posso fazer você ser meu, seu futuro não é meu, é seu. Enquanto eu sou toda e completamente entregue a você. E isso dói. Eu sou obsecada por cada movimento seu na esperança que assim você não me largue, mas eu sei que vai. Eu sei que um dia vou ter que deixá-lo viver sua vida - sozinho ou com outras pessoas. Então eu me agarro a você, te sufoco agora. Para aproveitar o que resta.

domingo, 10 de outubro de 2010

*O Pierrot apaixonado chora pelo amor da Colombina.

É estranho, como no meu seriado favorito. Me dói ver a dor dos outros, direcionados a mim ou não. Dói lá no fundo saber de uma dor assim. Principalmente quando eu estou incluída. Queria poder mudar tudo e fazer diferente. Faz anos, porém vezenquando me aparece nos sonhos, pensamentos. Não chega a ser saudade. Mas é como um pedaço de mim ficasse presa a isso que já se foi. Como se o mundo andasse, mas a pequena menina tão bobinha que mora em mim às vezes despertasse aqui dentro. E toda vez que a cena se repete em livros, lembro de ti.

*Pierrot chora, Pierrot chora…

quarta-feira, 5 de maio de 2010

E o tempo?

Foi quando a moça do outro lado do balcão perguntou "Quantos anos você tem?" que eu me perdi naquele momento. Eu não lembrava. Não lembrava do que se passou, das minhas fases. Não lembrava de nenhuma festa de aniversário nos últimos tempos. Não lembrava do meu último "Parabéns para você". Será que eu parei no tempo ou o tempo parou para mim? Como se tudo que passou não fizesse mais parte de mim e o que eu vivo agora é o que realmente existisse. E o que eu vivo agora? Que grande vazio é esse que me preenche a cabeça quando eu penso no agora? E nos últimos três meses o que eu tenho feito? Quantas pessoas falam comigo? Quem realmente sabe de como ocupo meu tempo? Nada fazia sentido. Eu havia parado de contar os dias quando eles começaram a passar repetidos. Solidão, solidão. Nenhum sorriso a mostra, nem uma lágrima para se esconder. Era só a solidão fazendo o tempo. Fazendo as horas, os dias. E não me dera conta de nada. Até agora.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Sobre amadurecência

De repente me bate uma falta. O que alguns meses não fazem? Me transformei tanto. Me tornei essa critaura que pensa demais. Sofre demais. Antes era mais fácil ser satisfeita com que eu tinha. E eu não perdi nada. Só exigi mais. E exigir dói. Será como droga, que aumentamos a dose para ter o mesmo efeito? Ou será a magia da inocência? De qualquer forma me bateu uma saudade irracional, uma vontade de voltar. Não faz sentido. O tempo passou e eu não percebi. Quando olhei para trás foi quando me toquei.