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segunda-feira, 21 de março de 2011

Uma história de tantos anos, história de quem não tem mais histórias para contar. História para lembrar no meio da noite e chorar. História que não sai da cabeça quando se ouve uma música de saudade. Sou assim, cheia de saudade. Saudade de coisas que não fiz, quantos sonhos eu só sonhei. Quantas vezes acordei de manhã pensando no ontem que nunca existiu e que eu queria que tivesse existido. Agora que o tempo passou e tudo se perdeu me sinto mais vulnerável em pensar no meu intímo. Aquele que eu guardo sob todas as chaves e ninguém nunca vai saber. Aquilo que por direito é meu e posso esconder. Como eu queria ter lembranças reais e não essa falta do que pensar.

domingo, 13 de março de 2011

Estou numa confusão interna. Fizeram um milk shake com a minha parte consciente. Olho para o espelho e tudo que eu penso o quanto estou gorda, o quanto sou fútil, o quanto eu assusto as pessoas. Passei a virada de ano de cara fechada. E se eu aumento tudo? Será que ele está pensando em mim agora? E por que esses malditos olhos se encheram de lágrima? Eu nunca vou aprender a ser sozinha? E quem disse que estou sozinha, estou rodeada de familiares, mas me responde uma coisa: eles lá ligam para mim? Será que eles entendem? Não. Você entende. Não, acho que não. Quando te liguei você riu do meu desespero. E daí que sou a única pessoa do mundo que odeia virada de ano? Sou negativa demais perto desse pessoal de branco. Todo mundo rindo e eu chorando. Eu sou fraca demais. E me fala quantos amigos sobraram? Pode deixar que essa eu sei: nenhum. Eu me afogo tanto nas minhas confusões internas todos os dias para conseguir ter um amigo se quer. Todo lugar diferente que eu vou eu volto e choro a noite inteira. Ninguém quer esse fardo. Eu não sou uma garota normal. Odeio festa, odeio muita gente perto de mim. Troco qualquer sabado a noite por um domingo de tarde. Eu não passo de um caso perdido. E ninguém vai me seguir.
O que eu tenho - e ninguém entende - é esse desejo de ser feliz. Sem saber ao certo se sou feliz, descubro um pouco adiante quando bate nostalgia e sempre penso o quanto devia ter dado mais valor. Hoje imploro por momentos como esses que me fazem querer muito voltar atrás. Mas não tem acontecido mais. Essa nostalgia já me é antiga. Já não tenho mais lembranças do dia anterior durante minhas manhãs, só aquela vontade de ter feito diferente. Já não sinto mais a tal felicidade. E cada vez me afundo mais, buscando em sonhos um lugar seguro para deixar o pensamento ficar. Uma utopia em que vivo todos os dias dentro de mim. E o mundo real? Deixei de lado.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Respirei fundo e manti o foco no objetivo. O meu fôlego teimava em não ser constante, cortado pelos lampejos de medo e dor. A coragem que havia achado nos sonhos havia se perdido novamente diante ao desafio. Não podia ter erros, não havia o direito de tê-los. A menina do espelho olhava fixamente para mim, ansiando a hora da minha queda, podia ver seu sorriso de canto de boca. Não havia tempo e precisava fazê-lo - se não, me custariam horas de sofrimento por ter sido fraca de novo.

A maior luta é aquela em que envolve você e seu reflexo.

A menina do espelho se prepara para revanche.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

- Ei, menina! Seu cadarço está desamarrado, você pode cair!
- Obrigada, mas eu nem ligo mais.

E se eu cair? Isso vai mudar alguma coisa? Não vai mudar nada. Eu vou continuar sendo a mesma garota sem esperanças. Eu não tenho força para mudar. Não consigo mais dizer uma palavar se quer. Minha esperança está indo, cadê meu futuro? Se perdeu. Eu quero cair.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Viver é estar em risco. Eu não quero mais estar em risco. Não quero essa constante mudança todos os dias. Não quero ter coisas amadas indo. Não quero ter o risco de alguém não gostar de mim. Não quero ter que me deitar todos os dias com o medo de amanhã. Eu sinto medo. Ele é meu maior desafio todos os dias. Medo de andar na rua, medo das pessoas, medo do que pode acontecer. Medo. Eu não quero mais. Não quero mais.

sábado, 23 de outubro de 2010

Bi-polar

Ao mesmo tempo que fico cansada de ser quem eu sou eu me coloco lá em cima. No mesmo dia que eu acordo dizendo que eu sou especial me coloco como a pior pessoa. Esses meus lados opostos acabam com aquilo que se chama saúde. E eu fico perdida entre meus dois extremos. Perdida nessa confusão de emoções. Não aguento mais tanta tristeza e tanta felicidade confundidas. Quero ser eu e só.

Eu me odeio, eu me amo. Afinal, quem sou eu?

domingo, 22 de agosto de 2010

Você não entenderia se soubesse que do outro lado da linha eu guardo o choro, tentando fazer minha voz não sair tão esganiçada. Porque há tempos eu tenho questionado o relógio, que vivia me dizendo que não é hora para nada. E não adianta sair porque não terá ninguém para ouvir tudo que tem ocorrido. Aliás ninguém ouve, só você, que não me pertence mais, sendo única e interamente da tua vida. E eu ando por essas calçadas pensando o quanto me sinto sozinha nesse frio todo. Vendo as pessoas se abraçando e sorrindo enquanto eu sigo com meus próprios pés numa jornada que parece não ter fim. O tal futuro chegou e estou tentando traçá-lo da melhor maneira possível só com meus esforços e sem ti. Agora já é tarde, preciso dormir porque amanhã começa tudo outra vez.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

E o tempo?

Foi quando a moça do outro lado do balcão perguntou "Quantos anos você tem?" que eu me perdi naquele momento. Eu não lembrava. Não lembrava do que se passou, das minhas fases. Não lembrava de nenhuma festa de aniversário nos últimos tempos. Não lembrava do meu último "Parabéns para você". Será que eu parei no tempo ou o tempo parou para mim? Como se tudo que passou não fizesse mais parte de mim e o que eu vivo agora é o que realmente existisse. E o que eu vivo agora? Que grande vazio é esse que me preenche a cabeça quando eu penso no agora? E nos últimos três meses o que eu tenho feito? Quantas pessoas falam comigo? Quem realmente sabe de como ocupo meu tempo? Nada fazia sentido. Eu havia parado de contar os dias quando eles começaram a passar repetidos. Solidão, solidão. Nenhum sorriso a mostra, nem uma lágrima para se esconder. Era só a solidão fazendo o tempo. Fazendo as horas, os dias. E não me dera conta de nada. Até agora.

domingo, 2 de maio de 2010

Minha intensidade.

Vaculho entre os meus pertences. Penso e nada me vem na mente. Onde eu deixei aquilo que eu era? Perdi na estrada, talvez. Cada pedacinho de mim deixado para trás como uma trilha. E jamais poderei voltar para pegá-los. Porque eu acabei - indeiretamente - decidindo ser assim. Alma no seu estado mais intenso. E só, vago por ai a procura de um pouco de pedaços dos outros. Mas nada acho a não ser a minha intensidade. Vivo, sofro, existo, sinto. Assim vai minha rotina até não-sei-onde.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

As origens se revoltam

Você me julga como se não me conhecesse. Você que me viu crescer, que viu todas as características sendo marcadas em mim. Todos meus medos, traumas, fantasias… Viu mais do que ninguém o que acontecia comigo. E com esses mesmos olhos você me agride agora. Diz que sou tantas coisas, me fere com o superficial. Mas você no fundo sabe todos os meus traços. E prefere ignorá-los agora. E isso me machuca mais do que qualquer comentário vindo de um qualquer. Me corta. Você sabe que sim. Então, continue ignorando a minha verdade… Que eu continuo ignorando a sua.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Conversa de botas batidas

A minha condição é essa. E assim, está tudo bem se eu disser que não vou mudar? Eu sei que me machuca - corrói por dentro. Mas essa sou eu bem em frente de você. Dizendo que não, jamais conseguirei. Eu não saio dessa, você sabe que não. E por que esse olhar de piedade? Eu não decidi ser assim, não tenha pena do que foi feito para ser. Talvez eu aprenda, talvez eu venha a mudar. Muito improvável. E você que já vê esse meu choro e pensa em virar? Vai me abandonar de novo? E dai que eu sou fraca? Não, não me venha com essa que eu tive todas as chances. Você não pode me abandonar. É, tem que ter paciência. Não, não tem como desistir. É, isso. Vou tentar amanhã e depois, mas você sabe que eu não tenho esperanças. Eu não vou mudar.

Essa é a hora que eu me viro de costas para o espelho e sigo.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Bipolar

Olha, eu não sou uma boa pessoa. Não sou altruísta nem nada disso. Sou totalmente voltada para os meus interesses e só penso nas minhas dores. Será que isso não é o suficiente para o mundo me odiar? Não, ele não me odeia, ele faz pior. Ele é indiferente. E isso dói mais do que ser odiado, é não ser ninguém. Nem para mim mesma, não sei nem o motivo de eu estar aqui tendo meu espaço.


Isso porque eu falei a dez minutos atrás que tenho que me amar.

De novo, a menina do espelho

Eu tenho que me amar, tenho que me amar. Repito mil vezes enquanto olho para o espelho. Cobrar amor seria algo errado? Mas e se for para melhorar a minha vida? Não seria melhorar e sim mudar. Porque tudo que eu preciso é me ver de modo diferente e todos meus problemas mais urgentes sumirão. Parece tão fácil, mas não soa assim quando eu olho para minha mão - pedaço de alguém que repulsa. Eu não gosto de mim, simples. E preciso mudar, complicado.

Mas eu vou.

"Colei aquele "Eu amo você" no espelho. É pra mim mesmo!"

quinta-feira, 4 de março de 2010

Sobre o brilho de alguém apagado

Hoje quis ser estrela. E eu que gosto tanto de estrelas. Seria perfeitamente uma. Sou um ponto de brilho numa escuridão profunda, será? Me questiono o que acontece quando uma estrela morre, ninguém nota - a não ser os astronomos que a estudam. Ou os amantes daquela estrela. Que apesar de única tem uma frequencia só dela. E deslumbra olhares por ai. Não faz diferença para se quer uma multidão, mas encantou o coração de um único amante. E por sorte é o ser amado. Brilho que reflete em olhar. Sou uma estrela, pensei. Sou uma estrela pequena e apagada, mas brilho para um coração. Seria a maior honra. Ser dona de um único coração e pertencer a ele. Uma estrela, que belo egocentrismo. Não, disse alguém, isso é total aceitação de indiferença.

Sobre o brilho de alguém apagado

SoHoje quis ser estrela. E eu que gosto tanto de estrelas. Seria perfeitamente uma. Sou um ponto de brilho numa escuridão profunda, será? Me questiono o que acontece quando uma estrela morre, ninguém nota - a não ser os astronomos que a estudam. Ou os amantes daquela estrela. Que apesar de única tem uma frequencia só dela. E deslumbra olhares por ai. Não faz diferença para se quer uma multidão, mas encantou o coração de um único amante. E por sorte é o ser amado. Brilho que reflete em olhar. Sou uma estrela, pensei. Sou uma estrela pequena e apagada, mas brilho para um coração. Seria a maior honra. Ser dona de um único coração e pertencer a ele. Uma estrela, que belo egocentrismo. Não, disse alguém, isso é total aceitação de indiferença.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

A princesa e solidão

A princesa que passara tantos dias trancada em seu castelo resolveu sair esta manhã. Mesmo sabendo dos perigos que residiam por fora dessas paredes espessas, ela saiu para respirar o ar matutino. Seus pulmões se encheram com algo que rimava com liberdade. A brisa estava agradável e o verde do quintal reluzia a luz do sol. Era uma manhã bonita. O céu estava em sua totalidade azul e haviam passáros decorando a trilha sonora da menina. Ela sabia que sentiria falta disso quando entrasse no seu castelo de novo. Era protegido lá. E sólidão. Ela e as paredes se encaravam durante o resto do dia. Ela sabia que doeria mais. Sabia que o cinza iria se tornar mais opaco. Sabia que se ela se entregasse a vontade, a dor seria mais forte.

E mais uma vez, se trancou.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Me sinto tão dispensável sentada nessa cama durante essa tarde chuvosa. Me sinto tão sem motivação, desanimada. Nada para pensar, já que cada direção que meu pensamento vai é um abismo. Não quero mais sonhar, não quero mais esperar. Não quero mais nada, só que o tempo passe. E isso é uma condição muito triste. Eu sou assim. Tão assim. E vira um ciclo. Pensamento que traz cada vez mais profundidade. E dói, dói tanto.


Eu não quero mais ser nada. Eu quero ser algo

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Dezessete

Esse dia a anos atrás era dia de animação completa, meu aniversário. O dia em que tudo começou, quando eu ganho presentes e comprimentos. Afinal, era meu dia. Mas hoje.... Hoje eu já comecei o dia desanimada. Afinal, só soprar as velinhas não vai fazer meus sonhos se realizarem. Desejar não é o suficiente. Tão triste essas cicatrizes. Tão triste essa condição. Eu não quero ser triste, eu não quero.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Peripécias de um coração rasgado

Então segue assim, sozinha. Ela que nunca soube usar limites. Se afoga rápido em qualquer mar de ilusão. Se machuca como se não tivesse cicatrizes. Ela sente a pressão sobre sua cabeça agora. Está tudo de cabeça para baixo. Não se arrumou. Ela não se mexeu. Continuou apostando naqueles defeitos que rasgam. E a rasgou. Nas ruínas sobraram só coração dilacerado. Coração que não se aventura mais, que explode. Coração que bate lentamente e diz que ainda respira. É ele seu pior inimigo? A menina sempre se perguntava se deveria colocá-lo em tanta ênfase. As pessoas conseguiam tão facilmente ter sua vida racional, enquanto ela era escrava de suas emoções. Intensas, eu diria. Ela chorava tanto e ria alto. Sempre nos extremos. Ninguém poderia entender. Ela era assim. Ela seria assim até seu coração dar o último suspiro, a última ordem.

Quem é mais sentimental que eu?